Dirceu e Marília, Nelson Cruz; A Casa Assombrada, Kazuno Kohara

Recentemente comprei dois livros infantis numa promoção da Cosac Naify: A casa assombrada e Dirceu e Marília. Não tenho filhos ou irmãos pequenos. Eu simplesmente gosto de literatura infantil. :3

Antigamente eu costumava dizer para os crédulos que estava montando uma biblioteca pra quando minha ninhada chegasse (adotados ou fruto de alguma inseminação, que fique claro). Até que um colega de trabalho que me conhece desde quando eu entrei na faculdade disse: “Você não vai deixar teus filhos encostarem nesses livros. Nunca”.

:X

É. É provável que eu compre outros livros para os meus filhos. Sou egoísta com os meus… Muito.

Então, ahã, eu comprei esses livros e me diverti muito enquanto lia, embora a leitura não tenha demorado nem 15 minutos. O primeiro é lindíssimo, tem figuras bonitas… Ok, eu evitar falar como uma criança, mas vou tecer elogios: as imagens de A casa assombrada são minimalistas, tanto o traço como o esquema de cores que são apenas duas: preto e laranja, as cores tradicionais do Halloween. Trata-se de uma garotinha que se muda para uma casa com seu gato. Só que a casa é assombrada. E a garota não é exatamente uma menininha indefesa.

Achei linda a forma simples e, ao mesmo tempo, pouco óbvia que a autora Kazuno Kohara encontrou para falar sobre o medo: pela transformação da coisa aterrorizante naquilo que ela de fato é. Cumpriu a regra número 1 de um livro infantil: ampliar a visão de mundo da criança e fazê-la refletir.

O segundo livro destina-se a crianças um pouco mais idosas. E, sim, Dirceu e Marília é uma referência a Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga.  Nelson Cruz, o autor, procurou reconstituir as últimas horas de Dirceu (a.k.a. Tomás Antônio Gonzaga) antes de ser expulso do país. É um relato poético e romântico, mas também é relato histórico. Nelson Cruz fez uma extensa pesquisa em arquivos e documentos da época em busca de imagens e descrições dos locais pelos quais Gonzaga passou quando era escoltado pelos guardas. Em alguns casos, ele encontrou apenas descrições, o que fez com que muitas das ilustrações fossem produto delas mais a imaginação dele. Um trabalho belíssimo também.

Mas olhando de forma crítica, Tomás Antônio Gonzaga tinha 39 anos e Marília, 15. O que faz do romance deles algo bem nojento. Enfim, mas basta voar e esquecer esse detalhe como diria Glorinha.

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